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Quatro dicas culturais para o fim de semana

Revelando Hilda Hilst

No ano em que se completam 90 anos do nascimento de Hilda Hilst (1930-2004) o Museu da Imagem e do Som presta uma homenagem à escritora, poeta e dramaturga paulista.

Com curadoria do jornalista e artista visual Jurandy Valença, a mostra em cartaz na instituição reúne retratos de Hilda clicados por quatro fotógrafos em diferentes épocas da vida dela.

O português Fernando Lemos, morto em dezembro passado, registrou a autora em 1959, quando ela tinha 29 anos. Gal Oppido mirou sua câmera para ela em 1990, quando ela estava com 60 anos.

Outra série é de autoria de Eduardo Simões, que a clicou na residência dela em Campinas, a Casa do Sol, em 1999. O autor da última é Eder Chiodetto. Seus retratos mostram a escritora sete anos antes de sua morte.

A mostra também exibe desenhos de Hilda jamais vistos, quinze edições originais de seus livros e uma instalação que permite ouvir a voz da autora – a obra se vale das gravações realizadas na década de 1970, com as quais ela tentou se comunicar com o além.

Onde: Museu da Imagem e do Som, Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo, (11) 2117-4777. De 1 de fevereiro a 15 de março.

Revelando Hilda Hilst
Revelando Hilda Hilst

Limiares, de Regina Silveira

No ano em que comemora seus 50 anos, o Paço das Artes estreia em novo endereço. A instituição vinculada ao governo estadual agora ocupa parte do Casarão Nhonhô Magalhães, construído em 1937 no bairro de Higienópolis.

Quem inaugura o espaço é a artista Regina Silveira, conhecida pelos trabalhos conceituais. Dela estão expostas as videoinstalações “Limiar” e “Lunar” e as obras “Dobra” e “Cascata”, que a artista criou pensando na sede do Paço das Artes.

Três outros trabalhos são exibidos por meio de vídeos – “Campo” (1977), “A arte de desenhar” (1980) e “Morfa” (1981). A curadoria é de Priscila Arantes, diretora da instituição.

Onde: Paço das Artes, Casarão de Nhonhô Magalhães, Avenida Higienópolis, 758, Consolação, São Paulo. Até 10 de maio.

Limiares, de Regina Silveira
Limiares, de Regina Silveira

Sala de Vidro, de Laura Vinci

“Até quando dura a vida?”, questiona o curador Felipe Chaimovich no texto de apresentação da mostra de Laura Vinci, em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Nela, a artista exibe esculturas de metal que remetem a árvores e ao ciclo da queda das folhas. “O revestimento brilhante das peças refletirá a mudança de luz”, explica o curador.

“À noite, uma iluminação artificial projeta sombras sobre a parede de fundo, criando um desenho permanente que contrasta com a variação diurna. Ao brilharem dessa maneira, as folhas parecem sobreviver a seu desprendimento do galho, como se mantivessem em suspensão o estado de decomposição anunciado por sua queda”.

Onde: Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Parque Ibirapuera, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº (portões 1 e 3). Até 16 de fevereiro.

Sala de Vidro, de Laura Vinci
Sala de Vidro, de Laura Vinci

ToTa Machina, de Katia Wille

A artista plástica carioca Katia Wille exibe obras que reagem à presença do público, refletem sentimentos e respondem a estímulos visuais e faciais. Para tanto, desenvolveu uma parceria com uma empresa de softwares, responsável pelas máquinas dotadas de inteligência artificial espalhadas pelo ambiente.

Quando entram no Museu de Arte Sacra de São Paulo os visitantes deparam com pinturas em telas de tecido metálico, pequenas esculturas em tecido moldado e instalações feitas com eco látex.

Em resumo, as peças são capazes de identificar a presença humana e, com o tempo, a identificar emoções, que alteram suas formas. “O objetivo final é começar a criar um espelho de nós mesmos nas obras”, explicou a artista.

Onde: Museu de Arte Sacra de São Paulo, Avenida Tiradentes, 676, Luz, São Paulo. Até 23 de março.

ToTa Machina, de Katia Wille
ToTa Machina, de Katia Wille

Por Exame

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